Justiça mantém prisão de homem conhecido como 'galã do Tinder'

O juiz da 3ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, Edegar Souza Castro, manteve nesta quinta-feira (15) a prisão preventiva do vendedor Renan Augusto Gomes, 35, conhecido como galã do Tinder. 

Ele está preso desde o dia 22 de setembro sob suspeita de aplicar golpes em ao menos sete mulheres por meio de aplicativos de relacionamentos.

Renan foi detido na zona norte de São Paulo após perseguição da polícia e é acusado de estelionato sentimental.

Segundo o Ministério Público, o pedido de manutenção da prisão preventiva foi da promotora Érika Pucci da Costa Real.
Uma vítima, uma testemunha, dois investigadores, um delegado da Polícia Civil e o réu foram ouvidos em audiência que encerrou a instrução processual.

A defesa do vendedor nega as acusações e pediu a revogação da prisão preventiva, mas o Ministério Público alegou que ela ainda é necessária para garantir a ordem pública. Segundo a promotora, o réu insistiu no delito mesmo após ter a prisão decretada.

Investigações da Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público da região do ABC, indicam que o suspeito agia na internet desde 2012 e aplicava golpes em todo o estado de São Paulo.

O vendedor começou a ser investigado após conseguir R$ 150 mil de uma professora, com a qual se relacionou por cerca de quatro meses, em 2021.

Depois foram identificadas outras vítimas, entre 34 e 40 anos. "O ardil que ele usa para seus golpes é justamente a manipulação dos sentimentos" afirmou a promotora criminal na época da prisão.

Renan se apresentava às vítimas como um homem solteiro, morador dos Jardins, área nobre de São Paulo, e em busca de um relacionamento sério.

De acordo com as investigações, ele frequentava círculos sociais e familiares das vítimas, ganhava a confiança delas e depois mencionava emergências financeiras ou parcerias em negócios para pedir dinheiro.

A primeira vítima que o denunciou desconfiou da constante troca de números telefônicos de Gomes, após ela emprestar o dinheiro. Ele não a atendia mais nem a procurava.

Após as considerações finais do Ministério Público e da defesa, a Justiça decidirá a sentença para o caso.Folhapress/Foto:Shutterstock

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