Governadora discute com representante da OMS sobre a vacina contra a Covid-19 - Salomão Medeiros
Governo do Rio Grande do Norte

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Governadora discute com representante da OMS sobre a vacina contra a Covid-19

Nesta quarta-feira (4), a governadora Fátima Bezerra reuniu-se com representantes do Fórum de Governadores do Nordeste e com o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, para alinharem suas políticas públicas de enfrentamento à pandemia. 

“No momento temos dez vacinas em desenvolvimento com chances de entrar no mercado. A perspectiva é que sejam distribuídas no primeiro trimestre de 2021, dependendo dos resultados. Por isso é importante essa reunião para começarmos a estudar as possibilidades do que faremos quando a vacina for liberada”, declarou a governadora Fátima Bezerra. 
O médico brasileiro Jarbas Barbosa, que também é diretor da Oficina Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), trouxe o panorama da Covid-19 mundialmente, reforçando que o contexto da Europa, que vivencia a segunda onda, se diferencia da situação da América Latina devido às desigualdades sociais. 

Na Europa, com o lockdown e com a estrutura de bem estar social que eles possuem houve um declínio considerável do contágio do vírus. Mas com a abertura do turismo, e por serem países que recebem muitos visitantes, desencadeou-se a segunda onda. 

“Aqui no Brasil nós não saímos totalmente da primeira onda. Continuamos convivendo com o vírus por conta dos aglomerados sociais e outras questões. Aprendemos a lidar com o vírus, vivenciamos um declínio e seguimos”, ressaltou Maura Sobreira, secretária-adjunta da Secretaria de Estado Saúde Pública (Sesap), que também participou da reunião.

VACINA 

A OMS declarou que existem dez vacinas no momento sendo desenvolvidas, algumas com perspectiva de finalização dos estudos ainda esse ano. É provável que a disponibilidade de circulação só seja liberada a partir do primeiro trimestre de 2021, uma vez que após os estudos de eficácia e segurança, elas precisam que o dossiê seja entregue na agência reguladora, que é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e tem uma tramitação para que isso possa acontecer. 

O diretor Jarbas Barbosa pontuou que a OMS vai produzir mecanismos de articulação com os países para aquisição de imunobiológicos, como o COVAX. O COVAX é uma instituição de acesso global às vacinas, que reúne diversos países para agilizar a distribuição do imunizante de forma mais equânime. 

A OPAS reforçou, ainda, a necessidade de se manter as recomendações em relação aos cuidados gerais. Barbosa avalia que o Brasil, pelo comportamento do país e pelas desigualdades sociais, não vive ainda o contexto de segunda onda, mas que é necessário que os estados e governantes mantenham-se atentos nesse processo. Foto:Sandro Menezes 

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