Maioria dos atuais vereadores candidatos à reeleição tem uma trajetória de infidelidade política em Felipe Guerra - Salomão Medeiros
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domingo, 27 de setembro de 2020

Maioria dos atuais vereadores candidatos à reeleição tem uma trajetória de infidelidade política em Felipe Guerra

O que esperar de um determinado candidato seja ele ao cargo de prefeito ou de vereador quando em sua maioria deles defendem os mais diversos princípios, tratando-se de ser totalmente contra “compra de votos”, ferrenhos defensores da fidelidade política e de ter compromisso com os eleitores (as)?. 

Longe de qualquer discussão nenhum dos atuais vereadores dentre eles, sete que estão concorrendo à reeleição jamais vão entrar em discussões defendendo os princípios do que determina os Estatutos Sociais dos seus partidos políticos, dos quais se destacam nesses princípios Fidelidade Política. 

De acordo com o que determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (27) oficialmente é aberto o período da propaganda eleitoral,quando começa a campanha ,desde apresentação dos números dos candidatos, proposta de governo e pedir votos. 

Na plataforma do DivulgaCandContas ,o Blog Salomão Medeiros fez um levantamento e cruzou informações de acordo com o que todos os atuais vereadores declararam à Justiça Eleitoral, desde a primeira eleição de cada um deles e até o presente momento. 

De infiéis políticos, os seis vereadores têm patrimônio com uma disparidade entre números que podem contrastar com a realidade. 
Dos atuais nove vereadores do município de Felipe Guerra, apenas dois deles que não serão candidatos à reeleição, e sendo que a maioria, os sete vereadores Genilson Nogueira (PSDB), Jânio Barra (PP), Marcos Aurélio (PL), Ronaldo Pascoal (DEM), Djalma Júnior (PL), Max Morais (PSDB) e Pedro Cabral (PL). 

Com histórico de infiéis políticos, tratando-se de seus históricos desde o primeiro mandato até o presente momento todos eles mudaram ou mudam de partido de acordo com os seus interesses políticos e de suas sobrevivências. 

Genilson Nogueira:  No ano de 2008 em sua primeira campanha para vereador, Genilson Nogueira era filiado ao PMDB e o seu patrimônio declarado foi de R$ 13.000,00. 

No seu segundo mandato no ano de 2012 ele não fez a declaração de seu patrimônio, mas sendo reeleito no PMDB. 

Já no ano de 2016 ele mudava de partido do PMDB e estava concorrendo ao terceiro mandato pelo Partido Social Democrático (PSD) e o seu patrimônio foi declarado de R$3.076,18. 

De 2008 quando iniciou a sua carreira na política e ao ser eleito a primeira vez vereador e até nessa campanha, o vereador Genilson Nogueira passou pelo PMDB, PSD e está no PSDB, e de acordo com o que ele declarou o patrimônio de bens dele é de apenas R$ 1.545,26 nessa eleição em 2020. 

Jânio Barra:  Em 2004 ele foi eleito vice-prefeito pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e sem ter declarado seu patrimônio.

Eleito em 2012, no seu primeiro mandato de vereador Jânio Barra pelo Partido Progressista (PP) e tendo um patrimônio declarado de R$ 40.000,00. 

Em 2016 concorreu ao segundo mandato pelo Partido Progressista (PP) e com o patrimônio declarado de R$ 70.000,00.

Concorrendo ao terceiro mandato de vereador Jânio Barra declarou que seu patrimônio é de R$ 70 mil reais. 

Marcos Aurélio:  Eleito em 2016 para o primeiro mandato de vereador pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), ele tinha declarado um patrimônio de R$ 100.000,00. 

Concorrendo à reeleição para um segundo mandato, o valor declarado para a eleição de 2020 pelo vereador Marcos Aurélio é de R$ 186.579,93 e tendo trocado o PHS pelo Partido Liberal (PL). 

Ronaldo Pascoal:  Em sua primeira campanha em 2012 pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Pascoal tinha declarado que seu patrimônio estava avaliado em R$ 290.500 reais em bens. 

Concorreu em 2016 ao segundo mandato e sendo reeleito pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e com patrimônio declarado de R$ 273.500,00. 

Concorrendo ao terceiro mandato de vereador e tendo mudado três vezes de partido, atualmente o vereador Ronaldo Pascoal está no DEM e seu patrimônio é de R$ 10.000,00,conforme está declarado junto a Justiça Eleitoral. 

Djalma Júnior:  Em 2016 Djalma Júnior foi eleito ao primeiro mandato pelo Partido Verde (PV) e tinha declarado um patrimônio de R$ 28.000,00. 

Concorrendo à reeleição para um segundo mandato, o vereador Djalma Júnior já trocou de partido pela segunda vez e está filiado ao Partido Liberal (PL) e conforme foi declarado à Justiça Eleitoral o patrimônio dele está avaliado em R$ 88 mil reais em bens. 

Pedro Cabral:  Foi no ano de 2008 em sua primeira eleição como candidato pelo PMDB, Pedro Cabral foi eleito e seu patrimônio à época foi declarado de R$ 21.000,00. 

Já como candidato à reeleição no ano de 2012 ele ficou como suplente PMDB e com um patrimônio de R$ 5.000,00. 

No ano de 2016, Pedro Cabral foi eleito pelo Partido Solidariedade (SD) e com um patrimônio de R$ 3.000,00. 

Como candidato à reeleição, o vereador Pedro Cabral trocou de partido e estando filiado ao Partido Liberal (PL) e na eleição de 2020, o seu patrimônio declarado a Justiça Eleitoral é R$ 25.000,00 

Max Morais:  No ano de 2016, eleito pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o vereador Max Morais não informou a lista de bens e do seu patrimônio. 

Concorrendo ao segundo mandato de vereador ele também trocou o PTB pelo PSDB e seu patrimônio não está declarado e nem estando disponível para o conhecimento da população. Fotos:Reprodução

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