Vigilância Ambiental do RN orienta sobre medidas de prevenção contra Covid-19

Diante do contexto da pandemia da Covid–19, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (Suvam), elaborou um boletim com recomendações relacionadas aos seus campos de atuação.

Entre as questões abordadas estão às ações de vigilância e controle da qualidade da água potável, já que o fornecimento de água comprovadamente potável de forma ininterrupta à população é essencial para efetivar as medidas de higiene recomendadas pelo Ministério da Saúde (MS), nesse período da pandemia.

O boletim traz também considerações sobre a transmissão dessa doença por esgotos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as atuais evidências sugerem que o vírus da Covid-19 pode ser eliminado nas fezes, mas não existem relatos de sua transmissão fecal-oral.
Nesse contexto, a OMS e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto trazem as seguintes recomendações: as águas residuais devem ser tratadas em estações de tratamento centralizadas, bem projetadas e devidamente geridas, devem ser seguidas as melhores práticas de proteção da saúde dos trabalhadores dos serviços de saneamento, a quem devem ser fornecidos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) apropriados. 

Esses trabalhadores devem fazer frequentemente à higiene das mãos, evitar tocar os olhos, nariz e boca e praticar o distanciamento social durante o seu trabalho, devem ser tomadas medidas emergenciais para garantir que pessoas em condição de vulnerabilidade tenham acesso à água potável em quantidade que permita a higiene pessoal. Esse grupo inclui pessoas em situação de rua, assentamentos informais sem acesso à água, presídios e asilos onde vivem idosos de baixa capacidade econômica.

Outro ponto abordado no boletim são as orientações sobre o gerenciamento de resíduos. Segundo as orientações da OMS, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os resíduos gerados em casa durante a quarentena, quando existe um familiar doente, com suspeita ou durante o período de recuperação, devem ser embalados em sacos de plástico forte, completamente fechados e depois colocados dentro de outro saco limpo, resistente, de modo que os resíduos fiquem acondicionados em sacos duplos e identificados (resíduo infectante – Covid-19), antes da sua eliminação para recolhimento pelos serviços municipais de gestão de resíduos.

Ainda segundo as orientações da ABES, recomenda-se separar objetos cortantes dos demais tipos, a fim de se evitar acidentes, e não se deve praticar reciclagem de resíduos gerados em espaços utilizados para tratamento da Covid-19, seja em âmbito hospitalar, ambulatorial ou de quarentena em domicílios.

O boletim destaca ainda os cuidados necessários para a utilização segura do álcool em gel a 70%, largamente usado no contexto da pandemia, e prevenção de acidentes domésticos. O uso indevido desse produto pode estar relacionado à ingestão, inalação ou mesmo contato com olhos e mucosas, além de queimaduras.

A SUVAM ressalta os seguintes cuidados para o uso seguro: guardar o produto em local apropriado (armários fechados ou prateleiras altas) e fora do alcance das crianças, adolescentes, idosos e outros quaisquer indivíduos com comprometimento da capacidade de julgamento. Essas pessoas, sempre que precisarem utilizar o álcool, devem fazê-lo sob a supervisão de um adulto, se houver a opção pelo uso de frascos em locais com maior circulação de indivíduos é importante que sejam afixadas placas/cartazes contendo informações do uso e destacando os riscos, não disponibilizar o produto próximo a fogões e churrasqueiras e, após a aplicação nas mãos, é importante certificar-se que elas estão secas antes de realizar qualquer atividade.

O documento da SUVAM trata também da questão dos animais no contexto da pandemia da covid-19. Assim, destaca a importância de se redobrarem os cuidados de prevenção contra acidentes com animais suspeitos de raiva e com os peçonhentos, para evitar a necessidade de ir às unidades de saúde e se expor, consequentemente, ao risco de contaminação pela Covid-19.

Com relação aos animais domésticos, a SUVAM ressalta que o consensual até o momento é que os animais, assim como os objetos, podem ser veículos de transmissão do vírus. Há o risco de uma pessoa infectada, ao tossir, espalhar partículas virais na pelagem e patas do animal e, assim, ocorrer à contaminação para outras pessoas ou animais.

Por isso, é importante seguir alguns cuidados para proteção da saúde humana e animal: evitar contato com animais desconhecidos, lavar as mãos antes e depois de interagir com os pets, se a pessoa estiver com sintomas de Covid-19 deve evitar contato com os animais de casa, se precisar cuidar deles ou ficar perto enquanto estiver doente, deve lavar as mãos antes e depois de interagir com eles e usar uma máscara facial, não se deve colocar máscaras nos pets, pois pode causar estresse, dificuldade respiratória e desmaios, entre outros problemas. Caso seja necessária a saída à rua, deve-se evitar locais com aglomerações e, no retorno, higienizar as patas com lenço umedecido ou com água e sabão.Foto:Reprodução

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