Oceânica inicia campanha de financiamento coletivo em parceria com o artista visual Jorake - Salomão Medeiros
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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Oceânica inicia campanha de financiamento coletivo em parceria com o artista visual Jorake

Multiplicar o conhecimento sobre os ambientes estudados, transformar o conhecimento em cidadania, fortalecer as comunidades litorâneas e a conservação da natureza é o que move e direciona as ações da Oceânica há 18 anos. 

Como a maioria das organizações do terceiro setor, a Oceânica depende de projetos e doações para garantir a realização de suas atividades.

“A pandemia do Covid-19 nos pegou justamente no período de encerramento dos financiamentos de projetos que mantiveram a OSC nos últimos 3 anos. Diante do atual cenário, nossa preocupação é garantir emergencialmente, através de doações na plataforma benfeitoria, a manutenção das despesas e serviços fixos da Oceânica, para os próximos 6 meses”, alerta Maiara Menezes, presidente da organização ambiental.
A campanha “Abrace a Oceânica, cuide do mar!” surge em parceria com o artista visual Jorake e visa, sobretudo, garantir a continuidade das atividades desenvolvidas pela Oceânica de: apoio aos pescadores(as) e a Rede Manguemar no enfrentamento das crises do Covid-19 e do petróleo no litoral, monitoramento das desovas das tartarugas marinhas, monitoramento dos recifes costeiros diante do branqueamento dos corais, monitoramento do Rio Pirangi, publicação de materiais e ações educativas valorizando a biodiversidade e as comunidades litorâneas, articulação com as comunidades litorâneas, gestores ambientais, pesquisadores e pescadores em busca da justiça socioambiental e sustentabilidade no litoral.

A parceria entre a arte e a causa socioambiental é o mote da campanha “Abrace a Oceânica e cuide do mar!”, que irá entregar trabalhos artísticos (artes digitais) e científicos (livros) para quem contribuir com a Campanha. “Acreditamos que a arte pode sensibilizar as pessoas para às causas ambientais e fortalecer um elo de cuidado com o ambiente”, expressa Jéssica Paiva, ecóloga integrante da Oceânica.

Educação ambiental: A educação ambiental é um dos tripés de ações da Oceânica, que trabalha esse eixo de forma transversal dentro e fora do ambiente escolar. Dentre as ações de educação estão o estímulo à ciência cidadã e a participação em fóruns, conselhos e formações. 
A educação ao ar livre, a educomunicação e a arte educação se somam às nossas estratégias de estímulo, sensibilização e valorização do ambiente costeiro-marinho. A publicação de materiais educativos como livros e vídeos complementam nossas ações. Nos últimos dois anos foram desenvolvidos os projetos: Águas da Mata Atlântica, Ponta de Pirangi, Oceânica vai à Escola, Observando os Rios e Mar Limpo em parcerias com escolas públicas de Natal, Parnamirim e Nísia Floresta.

Para o artista visual Jorake, unir sua arte a uma causa socioambiental foi uma experiência de aprendizado. “Desenvolver esse trabalho foi muito especial porque que eu trabalhei um tema que já gosto muito com foco em situações locais, que talvez sem esse trabalho com a Oceânica eu não teria confrontado, além de eu ter aprendido bastante sobre a situação dos pescadores e das comunidades que dependem seu sustento do mar e dos rios. Também descobri todos esses ecossistemas, que são muito ricos”, revela o artista. 
Campanha Abrace a Oceânica, cuide do mar! Atualmente com sede em Ponta Negra, a Oceânica conta com uma equipe de 15 profissionais entre técnicos, bolsistas e prestadores de serviço. Nos últimos dois anos, os projetos desenvolvidos pela organização ambiental beneficia 10 mil pescadores e pescadoras e 12.152 pessoas diretamente e indiretamente no litoral potiguar.

O financiamento coletivo da campanha está sendo feito na plataforma da benfeitoria (clique aqui) e fica no ar por 2 meses. “Nossos abraços e nosso contato diário podem demorar certo tempo até termos de volta, mas agora todos podem abraçar forte uma instituição que precisa de suporte em tempos tão incertos para a ciência, meio ambiente, cultura e defesa de direitos das comunidades tradicionais envolvidas na pesca artesanal. É o momento de abraçar boas ações!”, afirma Maiara Menezes. Fotos:Divulgação

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