Julho Amarelo: Sesap orienta municípios para prevenção das hepatites virais - Salomão Medeiros
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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Julho Amarelo: Sesap orienta municípios para prevenção das hepatites virais

Dia 28 de julho é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Programa Estadual IST/AIDS e Hepatites Virais, recomenda que os municípios continuem oferecendo os serviços de vacinação contra a Hepatite A (para as faixas etárias preconizadas pelo Ministério da Saúde) e contra hepatite B (para todas as faixas etárias), testagem rápida para Hepatite B e C, bem como a distribuição de preservativos, definindo estratégias, de acordo com as diretrizes nacionais, de forma a garantir condições de segurança para população e equipes de saúde.
“Diante da possibilidade de interrupção das ações de vacinação e testagem para as hepatites virais, devido à sobrecarga do sistema de saúde com a Covid-19, ou de diminuição na procura dos serviços pela exigência de distanciamento social da população, há grande preocupação com a redução das coberturas vacinais de hepatite A e B, o que resultará numa maior suscetibilidade das pessoas e aumentará a probabilidade de ocorrência dessas doenças. Além disso, o diagnóstico tardio da hepatite B e C poderá ocasionar uma maior transmissão ou progressão dessas doenças”, explicou Juliana Soares, responsável técnica pelo Programa Estadual IST/AIDS e Hepatites Virais.

O estado conta com 03 serviços de referência para o tratamento dessas doenças, sendo dois em Natal - o Hospital Giselda Trigueiro e o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) - além do Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. Os casos de hepatite A são acompanhados na atenção primária à saúde.

As hepatites virais são doenças causadas por diferentes vírus hepatotrópicos (que comprometem, especificamente, o fígado). No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. 

As pessoas infectadas nem sempre apresentam sintomas, tornando-se portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Isso aumenta os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer.

No Rio Grande do Norte, no momento, existem 133 pessoas em tratamento para hepatite B e 20 para hepatite C. Em 2019, foram registrados 233 casos confirmados de hepatites virais no RN, sendo 05 casos de hepatite A, 81 de Hepatite B e 147 de hepatite C, verificando-se uma redução de 2,1% no registro de casos confirmados se comparado ao ano de 2018.

No contexto da pandemia da Covid-19, o Programa Estadual IST/AIDS e Hepatites Virais esclarece que não há orientações específicas para sua prevenção em pessoas com hepatites virais, sendo aplicáveis todas as medidas já recomendadas pelo Ministério da Saúde, como: uso de máscara de proteção sempre que precisar sair de casa; higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool-gel (70%); evitar tocar olhos, nariz e boca; evitar contato com pessoas quando estiver doente; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com o cotovelo flexionado ou um lenço descartável; ficar em casa e evitar contato com pessoas doentes; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.Foto:Divulgação

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