Congresso quer aumentar valor sugerido por Guedes em prorrogação do auxílio - Salomão Medeiros
Governo do Rio Grande do Norte

terça-feira, 9 de junho de 2020

Congresso quer aumentar valor sugerido por Guedes em prorrogação do auxílio

Deputados e senadores ouvidos pelo Congresso em Foco discordam do valor de R$ 300 proposto pelo governo federal para prorrogar o auxílio emergencial e já se articulam para que o benefício permaneça em R$ 600.

O ministro da Economia Paulo Guedes, confirmou a prorrogação nesta terça-feira (9) durante reunião ministerial.

O projeto aprovado pelo Congresso permite, se o Poder Executivo desejar, fazer a prorrogação do auxílio, mas, como o valor defendido pelo governo é menor que o da lei, será necessário o envio de nova proposta, possivelmente uma medida provisória, para ser analisada pelo Congresso. 
“Falam em R$ 300,00 para tentar fechar em R$ 500 ou R$ 600. Medo do Congresso querer aumentar. Não vai querer acelerar [o envio do projeto] para não antecipar a discussão. Mas quando chegar, temos condições de votar em 48 horas em cada Casa”, disse a presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado,Simone Tebet (MDB-MS).

O líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), disse ser favorável à prorrogação, mas critica a redução do valor. “Estamos trabalhando para encontrar os recursos necessários para garantir a prorrogação a R$ 600”, declarou.

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) afirma que não há motivo para mudança no valor, já que não houve sinal de retomada da economia e as famílias ainda precisam ser amparadas pelo Estado. “Considerando que não há nenhum sinal de mínima recuperação da economia pelos próximos meses, penso que essa redução vai comprometer muito a renda dos brasileiros e consequentemente comprometer a recuperação da economia pelo consumo.” 

Renda básica permanente: Além da discussão de caráter mais imediato da prorrogação do auxílio, setores do Congresso também se organizam para tornar o programa de transferência de renda permanente. 

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), é autor de um projeto de lei (íntegra) que substitui o Bolsa Família, que paga até R$ 205 reais, pela renda básica permanente de R$ 600,00.

Marcelo Ramos também defende a implementação de uma renda básica permanente. "Acho que o país vai se unificando no entendimento de que deve haver uma política de renda mínima no país".

O deputado Alessandro Molon afirmou que o foco neste momento é prorrogar o pagamento do benefício. "Por ora, prorrogar. Embora nosso desejo seja tornar permanente".

Guedes também anunciou na reunião ministerial desta terça que vai reformular o Bolsa Família e incluir trabalhadores informais, mas não deu detalhes da iniciativa.Congresso Em Foco/Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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