Governo corta R$ 1 bilhão do orçamento das universidades e instituições federais - Salomão Medeiros
Governo do RN

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Governo corta R$ 1 bilhão do orçamento das universidades e instituições federais

O governo Bolsonaro voltou a afiar sua tesoura para cortar recursos das universidades e instituições federais de ensino. 

No Projeto de Lei 18/2019, encaminhada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional, o governo remaneja R$ 3,041 bilhões do orçamento federal da União para 2019. Mas decidiu retirar R$ 1,156 bilhão do ensino superior.

“É grave e um escândalo que o governo amplie os cortes na educação, no esforço de desmantelar as universidades e instituições federais”, criticou o senador Jean Paul Prates. 

Os cortes atingem as instituições federais de ensino no Rio Grande do Norte, que perderam R$ 12 milhões. 
Segundo o senador, a decisão do governo confirma os temores da comunidade acadêmica de que o Ministério da Educação está pavimentando o caminho para a privatização das universidades por meio do programa Future-se. Os cortes atingem o custeio e o funcionamento das universidades e instituições federais, além dos hospitais universitários, agravando ainda mais o sucateamento do ensino superior com os cortes promovidos em maio pelo MEC. 

Jean Paul Prates lembrou que a situação da educação brasileira já era grave por causa da Emenda Constitucional 95, aprovada pelo governo Temer, que estabeleceu um corte criminoso nos gastos públicos, congelando por 20 anos o desembolso do governo federal em áreas sociais.

Os novos cortes afetam diretamente o funcionamento e a manutenção das universidade federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e Rural do Semiárido (Ufersa), além do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Os cortes atingem ainda a implantação do Hospital da Mulher, que perdeu quase R$ 5 milhões destinados à sua construção.

Para Jean Paul, é inaceitável o ataque do governo federal contra a educação. “Este governo não quer que nossos jovens tenham acesso ao conhecimento, principalmente os da região Nordeste”, criticou.Foto:Divulgação

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