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Petrobras tem lucro líquido de R$ 370 milhões no segundo trimestre de 2016 e descarta reajuste de combustíveis

A Petrobras teve um lucro líquido de R$ 370 milhões no segundo trimestre deste ano. O número é positivo em relação aos três primeiros meses de 2016, quando registrou prejuízo de R$ 1,2 bilhão. Segundo a empresa, vários fatores contribuíram para o resultado: a redução de 30% nas despesas financeiras líquidas, o crescimento de 7% na produção total de petróleo e gás natural, o incremento da receita com aumento de 14% nas exportações de petróleo e derivados e redução de custos com importações de gás natural, despesas com o programa de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV); e o impairment (desvalorização) de ativos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Os números foram encaminhados ontem (11) pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e estão sendo explicados em entrevista da diretoria da Petrobras, na sede da empresa, no Centro do Rio.
Ainda de acordo com o balanço, o fluxo de caixa livre foi positivo pelo quinto trimestre consecutivo (R$ 10.8 bilhões). O total é 3,5 vezes maior que o registrado no primeiro trimestre de 2016, quando ficou em R$ 2.4 bilhões. Lá o resultado sofreu impacto da maior geração operacional e da redução dos investimentos.

Durante a reunião,a Petrobras não tem previsão de fazer um reajuste de preços dos combustíveis, no momento. Mas, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, disse que a companhia tem mantido a prática de avaliar a garantia de que pratica preços competitivos, de participação no mercado e, na medida em que for necessário mexer nos valores, a decisão será tomada.

“Por enquanto, o cenário não está muito claro. Tem uma volatilidade muito grande de preço. Se olhar os fundamentos do mercado, o que se estava esperando do inverno nos Estados Unidos não foi, os estoques de diesel ficarem bastante elevados no meio do inverno, a estação de férias do hemisfério norte também não puxou os preços da gasolina para cima, o petróleo caiu quase US$ 5 por barril no mês e ontem (11) subiu cinco. 

Permanentemente a gente monitora os fundamentos de mercado e olha market share [participação no mercado] versus preços de mercado. Na hora em que precisar tomar uma decisão, a gente vai tomar”, disse Celestino.

A Petrobras informou ainda que o endividamento bruto caiu 19%. Saiu de R$ 493 bilhões, em 31 de dezembro de 2015, para R$ 397,8 bilhões, uma redução de R$ 95,3 bilhões. O endividamento líquido passou de R$ 392,1 bilhões para R$ 332,4 bilhões, uma queda de 15%.Agência Brasil/Foto:Divulgação

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