Festival interativo de arte eletrônica atrai grande público na Avenida Paulista - Salomão Medeiros

sábado, 23 de julho de 2016

Festival interativo de arte eletrônica atrai grande público na Avenida Paulista

Um imenso túnel feito com fita adesiva transparente foi instalado próximo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. 

A decoração é a grande atração da 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). A obra, chamada Tape São Paulo, é dos artistas Sven Jonke, Christoph Katzler e Nikola Radeljkovic e tem atraído multidões de pessoas e divertido crianças, jovens, adultos e até idosos.

Para entrar na Tape São Paulo, o público enfrenta uma fila que pode durar até uma hora no interior do File. Não há contraindicação: os visitantes da Tape precisam apenas tirar os sapatos e objetos pontiagudos para escorregar pelos túneis feitos com fita adesiva resistente, capaz de suportar o peso de quatro ou cinco pessoas por sessão. 
Esta não é a única instalação que tem atraído à curiosidade dos visitantes. O festival, que este ano chega a sua 17ª edição, tem várias obras interativas. Outra que tem gerado filas grandes é a Be Boy Be Girl, dos holandeses Frederik Duerinck e Marleine van der Werf, uma instalação multissensorial na qual o visitante usa um óculos especial para ser transportado a um cenário de uma praia no Havaí e experimenta sensações que envolvem não somente a visão, mas também a audição, o tato e o olfato. 

Há também uma imensa parede onde são projetadas diversas imagens, obra do artista japonês Norimichi Hirakawa. As pessoas aproveitam as imagens coloridas para posarem em selfies. E além destas, há ainda muitos games, animações e videoartes.

“Estamos há 17 anos com este evento e há 14 anos aqui na Fiesp. O que tem acontecido é que cada vez está tendo um aumento do público”, disse Ricardo Barreto, um dos organizadores do File. Só na primeira semana de exibição, por exemplo, a exposição já atraiu 11 mil pessoas. 

O tema do festival deste ano é Venha Passar do Limite. “A proposta é essa brincadeira de sair da galeria. Quando fizemos essa escultura e arquitetura [a obra Tape], nós passamos do limite da galeria”, disse o organizador.

Para Barreto, a exposição é uma expressão da época atual. “Estamos em uma época de boomda revolução digital. Todo mundo agora tem seu celular, e está ligado na rede. Tudo isso fez com que as pessoas tivessem uma necessidade de estarem ligadas na cultura dessa proposta. E o File é a expressão dessa cultura.Agência Brasil.Foto:Rovena Rosa/Divulgação


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