Prefeita Lardjane Ciríaco participou da Arena sobre Mulheres, durante a programação paralela da Marcha Em Defesa dos Municípios - Salomão Medeiros

terça-feira, 17 de maio de 2016

Prefeita Lardjane Ciríaco participou da Arena sobre Mulheres, durante a programação paralela da Marcha Em Defesa dos Municípios

Durante sua estadia na semana passada na capital federal, Brasília, a Prefeita de Santana do Matos,Lardjane Ciríaco esteve participando da Arena sobre as Mulheres Líderes,paralelo a realização da edição XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Com sala lotada, a Prefeita Lardjane Cirícao esteve apresentando sua palestra sobre a representação dela e o exemplo do trabalho que tem sido desenvolvido no estado do Rio Grande do Norte, sob a liderança dela.

Na sala lotada estiveram presentes prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras para conhecerem mais os projetos e especialistas sobre mulheres líderes. 
Prefeita Lardjane Ciríaco em sua palestra com sala lotada assistiu ela atentamente
O objetivo principal foi discutir mecanismos concretos para o aumento da participação das mulheres na política e na vida pública já que o Brasil é último lugar de representatividade feminina na América Latina.

A prefeita de Santana dos Matos (RN), Lardjane Macedo, foi responsável por apresentar o projeto Mulheres Segura (ou Municípios Seguros e Livres de Violência contra as Mulheres) que aconteceu em nove Municípios divididos entre Rio Grande do Norte e Pernambuco. O projeto foi realizado em parceria entre a CNM e a União Europeia com o objetivo de aumentar o empoderamento social, político e econômico das mulheres brasileiras, assim como sua participação e liderança.

“Foi muito emocionante, uma mulher falou que depois do projeto ela tinha mudado de vida, ela tinha gostado mais dela mesmo, ela teve hoje outra visão sobre política pública” conclui a gestora. O trabalho deu certo, pois as prefeituras puderam ouvir a sociedade durante os debates. Além disto, é importante salientar que outro ponto abordado foi à questão do tamanho dos Municípios. Municípios pequenos devem criar políticas públicas voltadas para o combate à violência contra as mulheres, no espaço público e privado.

A representante da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, Eunice Borges, explicou que a ONU apoia as mulheres a terem mais posição de poder. “Um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS] é a igualdade de gênero. A nossa campanha é que em 2030 tenhamos um planeta 50/50” explica Eunice. Ela também comentou que esperava que o Brasil conseguisse aumentar os índices de participação que são os mais baixos da região da América Latina.
Prefeitas e Líderes Mulheres na sala assistindo a palestra da Prefeita Lardjane Ciríaco
Thierry Dudermel, chefe de Cooperação da Delegação da União Europeia (UE), espera que a participação da mulher aumente em todas as áreas, incluindo na política. “É um esforço conjunto para uma sociedade mais inclusiva, por isso apoiamos projetos contra a violência da mulher e fortalecendo as lideranças locais” explicou Dudermel.

A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB),a prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria mostrou que existe sim um aumento na participação das mulheres na política. Segundo ela, alguns anos atrás havia 20 prefeitas em seu Estado, agora já são 67. “A gente sabe que é capaz, só precisamos querer. A gente tem o dever e a obrigação, somos o sexo forte para garantir o nosso sustento. Parem de falar de beleza e falem de trabalho” desabafa a prefeita.
Prefeita Lardjane Ciríaco com representantes da Universidade de Harvard
“Feminino e masculino não existe quando estamos falando em capacidade, no nosso caso a gente tem que matar três leões por dia. O primeiro do estereotipo que nós mesmos mulheres criamos, o outro leão para mostrarmos a nossa capacidade, e o leão de nosso papel neste momento dentro dos nossos Municípios, dentro da sociedade”. Foi assim que iniciou a fala de Marta Lívia Suplicy, presidente da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra).

“Não é fácil vencer paradigmas, a gente escuta mulher não é parceira de mulher, mulher não vota em mulher, mas o que estamos fazendo para mudar esta realidade?” desabafa Suplicy. A Libra organiza cursos e capacitações sobre política para disponibilizar informação coesa e com responsabilidade. “Tão importante como a mulher na política e a mulher do político, pois ela é a interface das questões sociais da cidade, é para ela que os problemas chegam” conclui. Fotos: Divulgação

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